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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Talvez as noites tenham sido feitas pra pensar, não pra dormir

Leia ouvindo:


Minhas roupas em uma mala pequena.

Uma caixa com alguns livros.

As últimas peças de roupa que ficaram no seu apartamento.

Esta é a última cena do nosso amor: eu fechando a porta da sua casa e saindo de vez da sua vida. A bagagem quase não pesa. Eu não tenho muita coisa além de mim mesmo, além das lembranças que fizemos na sua sala. Eu sempre soube que a gente não era pra ser. Tentei te encaixar à força na minha vida, mas sinto em te dizer: você não é do meu tamanho. Somos uma poesia embaraçada cheia de versos que não se completam. Um romance mal acabado. O tiro de misericórdia em um coração que  já respira por aparelhos.

Sigo minha vida, faço minhas coisas, deixo o tempo passar. Assim, bem natural, como se nada tivesse acontecido ontem. Como se os planos que fizemos juntos no tapete da sua sala nunca tivessem existido. E acho que não existiram mesmo né? São 02h41 de uma madrugada qualquer. Minhas células que deveriam estar ficando novinhas em folha, estão aqui, morrendo …