Pular para o conteúdo principal

Tempos de vestibular

Esses dias, vi um colega jornalista falando no Facebook que hoje em dia o pessoal já não faz mais tanta festa quando vê a aprovação no vestibular (nesse caso, Sisu) como antigamente. E tem seu fundo de verdade! Eu entrei na faculdade em 2011, pra Jornalismo, e lembro que alguém me ligou dizendo que tinha ouvido meu nome no rádio. Acho que aquele foi o último ano que a lista foi divulgada no rádio - até porque hoje não existe mais lista. Minutos depois eu corri pra casa do meu, na época, namorado e fomos acessar a lista. E lá estava eu, a sexta colocada em Jornalismo. Fiquei tão feliz da vida, que fui logo providenciar uma caixinha de band-aids divertidos pra todo mundo saber, só de olhar pra mim.

Foi festa! Meus amigos ganhavam churrasco, choravam na hora de raspar a cabeça. Era uma coisa de outro mundo. Até um tempo atrás, a aprovação era motivo de muita, muita animação. Pra quem foi vestibulando muito tempo antes que eu, num tempo onde a internet não era tão acessível assim, tinha também a emoção de ver a lista nos pontos de divulgação. Imagine só. Sair de casa pra ver se seu nome estava em uma lista! Que loucura"

Quando comecei a estagiar no jornal, em 2013, lembro que quando saia o primeiro lugar geral em alguma faculdade, os fotógrafos iam atrás de tirar "A FOTO". No ano em que acompanhei o negócio, a foto foi do fera sentado na cadeira do barbeiro, pronto para perder a cabeleira e entrar de vez na vida acadêmica. No caso das meninas, raspar a sobrancelha. Imagine só. Perder os cabelos, ou os pelos da sobrancelha, nunca foi motivo de tanta felicidade.

Segunda-feira saiu o resultado do Sisu. Eu nem sei direito como funciona esse sistema, porque na época que eu fiz, a gente sabia a concorrência antes do dia do vestibular. Era uma das listas que mais provocada ansiedade na galera. Tudo era escolhido previamente. Não tinha essa coisa de ficar olhando no sistema se a nota vai dar pra entrar em curso tal. Era bem emocionante, porque passar no vestibular significava que você conseguiu entrar no curso da sua vida, o que hoje é meio que raridade.

O jeito de comemorar essa nova fase mudou com o tempo. Não sei se o jeito de ingressar na faculdade contribuiu pra isso, mas hoje vejo muito menos "confetes" do que via há até uns cinco anos atrás. As coisas mudam, afinal.

Qual foi o tempo de vestibular de vocês?

Comentários

  1. Rê, eu entrei em Jornalismo pelo SISU em 2013, chorei horrores pela conquista. Foi a melhor sensação do mundo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A sensação de conseguir aquilo que a gente quer é sempre deliciosa né Karol?

      Excluir
  2. Caramba, desde que começaram a sair as listas de vestibular minha e do pessoal proximo, eu tenho essa sensação. Pra quem acompanhou essa época que você falou, fica tão sem graça hoje em dia... Espero até hoje mil convites de churrasco pra comemoração, mas a comemoração se resumiu a postar no facebook e ganhar parabéns. Engraçado que até mesmo quando passei pra medicina, usei o band-aid 1 semana só, pq depois perdeu a graça, fiz questão de sair pra comemorar, poucos apareceram, pq virou um evento normal para a sociedade, até mesmo quando se trata de um curso super concorrido. Concordo e compartilho desse sentimento, mesmo ja tendo sido dessa geração.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eita, que medicina que era festa mesmo. O primeiro lugar geral geralmente era de medicina. Eu lembro de ver pessoas conhecidas fazendo até comemorações bem maiores, assim como você falou Thayná. Dá um pouco de saudade né, de quando tudo era assim, bem motivo de alegria pra todo mundo. ♥♥

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

20 semanas: chegamos na metade

Finalmente chegamos na metade da gestação. E quando penso nisso, vejo um reloginho me lembrando que logo logo seremos três em casa. Que logo logo, fraldas, lencinhos e chupetas vão se tornar acessórios obrigatórios na minha bolsa. Que logo logo, o cantinho que eu havia programado para ser meu escritório vai dar lugar a um lindo quarto de bebê. Que daqui a algum tempo, eu vou tropeçar em brinquedos. Que haverá mais um homem em casa. 
Tudo parece assustador e delicioso ao mesmo tempo. Tenho vontade de chorar e de rir. E em algumas ocasiões, não sei como diferenciar uma coisa de outra.
Esta semana eu passei dos limites nas comilanças. Comecei esticando de um chá de fraldas (de um amiguinho do Joaquim) para um aniversário. Nunca comi tanta bobagem e tomei tanto refrigerante de uma vez na vida. E na volta pra casa, a cada semáforo fechado, minha consciência ficava tão pesada quanto a minha barriga. #envergonhada
Minha mãe começou a fazer cueirinhos, toalhinhas de fralda e paninhos de chup…

O dia em que eu descobri o que houve com a gente

19 de março de 2018, o dia em que eu descobri o que houve com a gente.

Sou uma menina relativamente jovem, 25 anos mais pra lá do que pra cá. Digo relativamente, porque juventude é algo relativo (e não necessariamente tem a ver com a idade, aliás). Mas para o assunto que me permito escrever hoje, idade tem tudo a ver. É biológico para mulheres que pensam em ter filhos olhar sua própria idade de forma diferente. Eu nunca planejei filhos, na verdade. Quem me conhece sabe que nunca levei esse assunto assim a sério, como algo que eu precisasse pensar e planejar ou que fosse uma grande vontade. Nunca tive. Até acontecer.
É uma sensação parecida com estar apaixonado. Você não sabe que pode viver algo muito bom (vamos pensar no lado bom, apenas), até se apaixonar. A mesma descoberta eu tive quando descobri que estava grávida em dezembro de 2015. Não foi algo planejado. Aliás, conheço pouca gente que teve a sorte de planejar e ter o destino assim aos seus pés atendendo a esse "cronogra…

CK IN2U for Her: Básico, mas instigante

O CK IN2U for Her é amor à primeira vista, mas se for Eau de Toilett será um amor fugidio, com pouca fixação. Já o Eau de Parfum gruda nas roupas e na memória olfativa, prolongando uma sensação que é o maior diferencial deste perfume oriental floral: deixar a mulher cheirosa toda hora. Embora muita gente sinta cítrico, limão, baunilha, minha primeira impressão era de estar diante de patchouli, mas a nota é particular apenas ao perfume masculino.  De modo geral, ele pode ser classificado como um básico com personalidade e irradia alto astral, daqueles que cheiram a riqueza despojada, aquele tipo que não ostenta porque se define por ser e por si. Versátil, ele apresenta notas de fundo rico de baunilha e âmbar que associadas às notas de cabeça cítricas de toranja rosa efervescente, bergamota e folhas de groselha e as de coração, que são orquídea e cactus, proporcionam uma sensação de frescor que dura todo o dia – dependendo da evolução na pele de cada pessoa. A fragrância foi lançada pela …