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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Não existe amor no Fast Fashion

Comprar deveria ser uma experiência divertida. Coisas novas, que chamaram a nossa atenção e despertaram nossa vontade de pagar pra ter aquilo. Nem sempre o resultado é prazer e satisfação. Às vezes, a gente acaba saindo mais infeliz da compra do que quando entrou no lugar. Já aconteceu com você? Se "decepcionar" com o atendimento de alguma loja que você gosta?

Ultimamente, eu e algumas amigas estamos repensando se os fast fashion, as lojas populares com preço bacana, valem mesmo à pena. Se valem o mau atendimento. Os casos não são isolados. Começamos a conversar sobre isso, e todo mundo tinha mais de uma história pra contar. Seria bom se os relatos se resumissem à uma loja apenas, assim todos poderíamos ser felizes e fazer um "jejum" de compras em um único lugar. Só que a sensação que temos é que o mau atendimento é regra, e não exceção, e parece que quanto maior é a loja, mais mal preparados são os atendentes para lidar com situações corriqueiras, que poderiam se…

212 Sexy: Um mix de feminilidade

Fotografia: Antonio Ronaldo
212 Sexy, o perfume que já foi o queridinho de 9 entre 10 mulheres, definitivamente não é meu preferido. Por isso nunca me atrevi a pagar caro por um Eau de Parfum e só recentemente decidi comprar um body fragrance para ver no que ia dar. Pelo preço e pela quantidade valeu experimentar o aroma idêntico do perfume, só que numa versão menos intensa. 
Com fixação típica dos bodys, o 212 Sexy é ideal para todas as horas e estações. Ele é doce, mas não é enjoativo e tem um cheirinho de banho recém-tomado, embora não seja uma fragrância tipicamente refrescante.
O mix das notas parece ser o diferencial. Para um floral oriental a suavidade surpreende e notas como pimenta rosa, tangerina, algodão doce, pétalas de flores, baunilha, sândalo, entre outras compõe uma orquestra bastante harmoniosa e suave, uma marca dos perfumes da Carolina Herrera. 
Um detalhe que percebi com o uso o body é que ele perde a projeção rápido. Não sei se o perfume também é assim. No final, fica…

A próxima dose

Releio todos os teus e-mails novamente. Encho o copo de certezas e viro doses de você.
É tequila.
Só que você arde mais. Você queima mais. Não há limão com sal que me salve do desaforo de te ver ir embora. Acordo com uma enxaqueca terrível. Mas essa ressaca é você, e eu conheço bem os sintomas. O pior de todos é que você some no dia seguinte. Só não de dentro do meu peito. Desisto. Você me dá calafrios. E quando dobra a esquina, um pedaço de mim vai junto com teu pé na embreagem.
Desfio esta meia calça, enquanto você não volta com novas desculpas de que não pode ficar. Eu já conheço esse final. Você mente bem, mas eu finjo ruim demais. E tremo só de pensar. Você longe de mim. Você com outro alguém. Só que fui eu quem cheguei depois. Fui eu quem invadi a contramão.

Abri a porta e não encontrei nenhuma luz acesa. Você esvaziou seu lado do armário e voou com ela para onde eu não estou. E eu nem tive tempo para te pedir pra ficar. Foi óbvio demais. Minha caixa de entrada anda vazia de nó…

Um alguém chamado saudade

Monique in memoriam.

Então esse é o nosso encontro. Aqui, em novembro, que só me lembra você. Nem sei direito quanto tempo faz que ficou esse silêncio. Eu nem ouvi o teu adeus, mas doeu. Teu nome continua escrito nas linhas cor de rosa dos meus diários. A gente era tão feliz dividindo biscoitos, quando voltava do vôlei, que nem sei do que sinto mais saudade em você.

Eu nem sabia, mas a saudade de você faz o coração descascar. A garganta engasga e meu peito arde fatiado. É como um ramalhete de flores remendado. Novembro é curativos de você. É de você que eu lembro quando novembro vem. Você que me viu beijar alguns meninos bobos, e me pediu uma garrafa de sukita pra nossa festa da oitava série.
De repente, você repete e o ano recomeça sem você. Você muda de colégio e outro dia a gente briga por qualquer besteira. Nunca mais eu te abracei, ou ri contigo. É o ensino médio e é sem você. Mas eu sei que você vem na feira de ciências, e vou ouvir teu riso rouco de novo.
Uma grande bobagem, at…