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O dia em que eu descobri o que houve com a gente

19 de março de 2018, o dia em que eu descobri o que houve com a gente.

Sou uma menina relativamente jovem, 25 anos mais pra lá do que pra cá. Digo relativamente, porque juventude é algo relativo (e não necessariamente tem a ver com a idade, aliás). Mas para o assunto que me permito escrever hoje, idade tem tudo a ver. É biológico para mulheres que pensam em ter filhos olhar sua própria idade de forma diferente. Eu nunca planejei filhos, na verdade. Quem me conhece sabe que nunca levei esse assunto assim a sério, como algo que eu precisasse pensar e planejar ou que fosse uma grande vontade. Nunca tive. Até acontecer.
É uma sensação parecida com estar apaixonado. Você não sabe que pode viver algo muito bom (vamos pensar no lado bom, apenas), até se apaixonar. A mesma descoberta eu tive quando descobri que estava grávida em dezembro de 2015. Não foi algo planejado. Aliás, conheço pouca gente que teve a sorte de planejar e ter o destino assim aos seus pés atendendo a esse "cronogra…

Você terminaria um relacionamento de 6 anos por whatsapp?

Você entendeu a pergunta? Desculpa, é difícil não pedir uma segunda opinião sobre esta merda toda. Sabe que em tímidos 25 anos, eu nunca tinha me deparado com nada disso. Eu achei que havia sido o fim do mundo quando aquele garoto que namorei por uns quatro meses em 2008 olhou bem nos meus olhos e disse "desculpa, não dá pra continuar junto daqui". QUATRO MESES. Vocês acham que teria partido meu coração se o fim, naquela época em que a gente só tinha uma ligação ou um sms pra se comunicar, tivesse vindo discado de um celular? Vocês acham que eu teria perdido a fé nas pessoas como agora? Quatro meses é tão pouco tempo pra qualquer coisa né? 
O que dizer de seis, S E I S, fuck anos? São dois mil cento e noventa dias. Deu pra ver uma copa do mundo juntos, seis brasileirões, duas eleições presidenciais e um impeachment no meio com direito a óculos e pipoca. Deu tempo casar os amigos. Deu tempo ver a primeira crise do casamento deles, reconciliações e o "felizes para sempre…

8 de março e um desafio entre nós

Um dos exemplos mais lindos de empoderamento está na Bíblia. Débora, a quarta juíza de Israel, liderou o povo na guerra contra o rei de Canaã e teve a honra de matar Sísera, o comandante do exército inimigo, numa batalha que deu paz a Israel por 40 anos. Maria também é um exemplo lindo. Polêmica em sua época, polêmica até hoje. (Nem todo mundo enxerga o quanto ela foi especial por gerar O filho). Sua essência é totalmente espiritual. Impossível ver a beleza de Maria, sem crer no universo em que está inserida. Margaret Thatcher também é inspiradora (assistam o filme!). Ela quebrou a predominância de gênero no Partido Conservador Britânico, impondo sua presença. Sim, impondo. Algumas coisas não são conquistadas pedindo licença, né mores? A candidatura de uma "mãe de família" ao parlamento não foi muito bem aceita pelos comitês partidários. Filha de feirante, Margaret foi um ícone de força e coragem, um pouco radical às vezes (muitas vezes), mas não deixou seu nome passar bati…

Nunca foi sorte

Pinterest

Estive pensando no quão maravilhosa seria a vida que as pessoas que nada sabem sobre nós acham que temos. Ontem eu vim pensando sobre isso, e sobre o quanto as nossas conquistas são relativizadas. Estava em uma aula dia desses, e ouvi de alguém que "pelo menos você tem um carro". Mas não é sobre o carro, ou sobre qualquer outra coisa que resolvi escrever. É sobre as pessoas não entenderem que qualquer pequena coisa que nós temos, nós temos porque corremos MUITO atrás.
Lembro de um tempo que eu não tinha tempo pra nada (tipo hoje). Trabalho pela manhã, estágio à tarde, faculdade à noite e freela aos fins de semana. Que vida era aquela? Pois eu vos digo: foi a vida que deu entrada à "pelo menos você tem um carro". Não posso repetir a famosa legenda "tá pago", porque nem está. Mas vê? Como a gente nunca sabe a história por trás das coisas que os outros têm? Como a gente se importa mais com o resultado do que com o processo.
Eu tinha a mania de fica…

Talvez as noites tenham sido feitas pra pensar, não pra dormir

Leia ouvindo:


Minhas roupas em uma mala pequena.

Uma caixa com alguns livros.

As últimas peças de roupa que ficaram no seu apartamento.

Esta é a última cena do nosso amor: eu fechando a porta da sua casa e saindo de vez da sua vida. A bagagem quase não pesa. Eu não tenho muita coisa além de mim mesmo, além das lembranças que fizemos na sua sala. Eu sempre soube que a gente não era pra ser. Tentei te encaixar à força na minha vida, mas sinto em te dizer: você não é do meu tamanho. Somos uma poesia embaraçada cheia de versos que não se completam. Um romance mal acabado. O tiro de misericórdia em um coração que  já respira por aparelhos.

Sigo minha vida, faço minhas coisas, deixo o tempo passar. Assim, bem natural, como se nada tivesse acontecido ontem. Como se os planos que fizemos juntos no tapete da sua sala nunca tivessem existido. E acho que não existiram mesmo né? São 02h41 de uma madrugada qualquer. Minhas células que deveriam estar ficando novinhas em folha, estão aqui, morrendo …

A crise do cometa

Tumblr: My name is Caroline

Ouvi dizer que um cometa de nome bem difícil vai passar pertinho da Terra amanhã. Pertinho é charme, são 21 milhões de quilômetros de distância da Terra, o menor valor de distância já registrado na história. Não sei em que isso muda minha vida, ou a sua (Sou de humanas). O fato é que coisas estão girando o tempo todo. Coisas estão ficando mais perto umas das outras, ou se afastando rapidamente. O lugar onde estamos hoje é consequência de coisas que aconteceram à nós. Segunda lei de Newton, amor: a força aplicada em um corpo tem total relação com a mudança na velocidade sofrida por ele. Tô parecendo até intelectual de exatas falando assim, mas foi um belo googão. ♥
Isso significa algo bem importante: estamos vivos. Piscamos os olhos, coçamos a mão e "me belisca pra eu ver que eu não tô sonhando". Ação e reação. A gente funciona. Não somos passivos. Somos uma massa grande de neurônios, pele, sistemas e coração. Ah, esse danado desse coração. Às vezes…

Quando vai sobrar um pouquinho de você pra mim?

Hoje eu tive um daqueles típicos dias de cão. Se você nunca teve um, vou te explicar como funciona. Primeiramente você acorda, e pode deixar que o universo cuida do resto. A noite já foi mal dormida mesmo, então o que vem a seguir são só aperitivos. E vou te dizer mais uma coisa: dormir numa cama que você acha que nem é mais sua é a pior experiência que existe. Você acorda mais cansado do que quando foi dormir, é preciso pontuar. A companhia também conta muito. E o que aconteceu antes também. Desculpa o arrodeio todo, mas o dia de cão começa vinte e quatro horas antes, ou na noite anterior, bem antes de dormir.
Começa comigo, acordando cedo em pleno feriado para cobrir um plantão policial daqueles. (rebeliões. meninos tocando fogo em colchão, tentando matar o colega da cela vizinha, e eu imaginando como o mundo pode ser assim. daí tem explosão a banco, arrombamento de cofre, perseguição pelo meio do mato e tudo que um repórter de cidades tem direito). O plantão acaba, e quero aprovei…